Os drones que se cuidem! Engenheiros criam morcego-robô com autonomia de voo

Moto voadoratáxi voadorambulância voadora… o reinado dos drones e suas diferentes aplicações para o cotidiano parece não ter fim. Mas, uma nova invenção promete abalar a supremacia dessas máquinas de voar: o morcego-robô.

Criado por três cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (California Institute of Technology – Caltech), o Bat Bot tem apenas 95 gramas (equivalente a duas bolas de golfe) e possui esqueleto de fibra de carbono e asas de silicone. Apesar de sua estrutura ser inspirada no corpo de um morcego, imitando-o muito bem, ela é mais simplificada.

Enquanto o mamífero voador tem 40 articulações, o robô reproduz seus movimentos em somente nove juntas mecânicas. Elas, por sua vez, são sustentadas por cinco motores elétricos. Além da leveza e simplicidade, o Bat Bot também chama atenção pela autonomia. Isso mesmo, o morcego-robô não precisa ser controlado e é capaz de voar sozinho, orientando-se por conta própria. Logo, a ideia de seus inventores é que a pequena máquina seja usada futuramente como um drone, já que consegue ser mais segura. Como? Por não possuir hélices, as chances de machucar pessoas e animais são bem menores.

Por que um morcego?

A cabeça dessa pequena maravilha da engenharia é formada por um computador de bordo e sensores. O trio de roboticistas responsável pelo Bat Bot é liderado pelo professor Soon-Jo Chung. Mas, você deve estar se perguntando, porque os engenheiros escolheram justamente o morcego?

Bem, a resposta está na anatomia desse mamífero fascinante. “Indiscutivelmente, os morcegos têm o mecanismo de voo mais sofisticado entre os animais”, justificam os inventores. Eles investigaram estudos biológicos sobre voos de morcegos, tentando compreender quais das 40 articulações poderiam dispensar e quais seriam absolutamente vitais.


O professor Soon-Jo Chung, que lidera o trio responsável pelo morcego-robô (Foto: Caltech)

A adaptação dessas características fazem com que o protótipo, apesar de simples, consiga confundir uma pessoa leiga em biologia. Isso porque as diferenças mecânicas são melhor observadas por especialistas. No entanto, os engenheiros admitem que ainda há muitas melhorias a serem alcançadas.

Um exemplo é que ele não tem a capacidade de ascender no ar – tal qual um drone decola. Ele precisa abrir caminho por meio de um deslizamento controlado. Outra melhoria que o trio pretende alcançar é o voo em alta velocidade. Assim, o Bat Bot ficará ainda mais semelhante ao seu primo verdadeiro.

Conheço melhor as características dessa pequena máquina voadora no vídeo abaixo:

Fonte: Blog da Engenharia | Lucie Ferreira.

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