Pilotar drones, a partir de agora, exigirá mais de 15 exames médicos

Piilotar um drone vai exigir rigoroso exame médico a partir de agora. A regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), baseada em determinação da ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional), entrou em vigor em junho deste ano para preservar a segurança das pessoas e do espaço aéreo nacional. Segundo ?o médico curitibano Maximo Asinelli,? perito de aviação credenciado da Anac há 18 anos e diretor clínico da Asinelli Clínicas, os operadores de drones ou “Pilotos-remoto de Aeronave não tripulada” deverão obter o CMA (Certificado Médico Aeronáutico de 5ª Classe).

E não é pouca coisa para quem quer sair por aí pilotando essas maquininhas voadoras. O CMA requer uma série de exames, tais como bioquímico, avaliação mental e comportamental, neurológico, cardiológico, pneumológico, digestivo, metabólico nutricional, endocrinológico, hematológico, nefrológico, urológico, ósteo-articular, otorrinolaringológico, oftalmológico e auditivo.

Segundo Asinelli, pode parecer exagero, mas a atividade importa em riscos tanto aéreos quanto terrestres. “Você pode ser piloto de drone, mas pode ser um doido ou pode ter um problema motor”, exemplifica. Se um cardíaco estiver operando um drone em uma área remota e tiver um mal súbito, o aparelho ficará descontrolado e poderá causar sérios acidentes no ar ou no solo, acrescenta. A bateria de exames depende do tipo e da finalidade o uso do drone, diz o médico. A partir de agora, quem pilotar drones sem ter passado pela bateria de exames será multado.

Para requerer os exames, é preciso entrar no site da Anac (www.anac.gov.br) e gerar um código com o qual o interessado deve se dirigir a uma clínica credenciada. Veja aqui quais são os exames. Outras informações podem ser obtidas neste link.

Fonte: Reinaldo Bessa | Gazeta do Povo.

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